sexta-feira, 5 de março de 2010

Do Amor.


Eu sei que de alguma forma ser uma pessoa realizada não é o bastante. Tudo bem, você conseguiu comprar o carro que desejava, o emprego que almejava e a roupa que queria usar. Essa realização irá perdurar pelo resto da vida? Provavelmente depois de passados uns três dias você substituirá aquela satisfação pessoal por outras ambições.
Tudo que é material não traz felicidade. É importante qualificar anteriormente o que é a felicidade. A primeira certeza que tenho é que a felicidade vai e vem conforme os acontecimentos diários de uma vida, mas sabemos dizer quando estamos felizes. Assim como também sabemos dizer quando não estamos tristes, mas também não estamos felizes.
A segunda certeza que tenho sobre a felicidade é que ela anda de mãos dadas com uma palavra chamada amor. Comprar uma roupa não traz felicidade, mas sim uma satisfação momentânea. Mas estar junto aos amigos e família, isso traz felicidade. Porque justamente estás lidando com amor ao conviver com pessoas que lhe agradam e por quem tenhas uma estima muito forte.
Eu particularmente ando pra lá e pra cá o dia inteiro. Faço algumas coisas por obrigação, outras por prazer. Posso responder com certeza que não sou feliz e isso não quer dizer que sou ingrata. E também não quer dizer que eu seja infeliz. Eu apenas vivo. Sou morna, em cima do muro, sem graça, sem gargalhadas. Estatura média, cabelos médios, maquiagem média, roupas normais.
Eu queria mais! Viver o congelante e queimar, explodir e a esvaziar meu coração. Quero sorrir com sinceridade e chorar com intensidade. Quero meus longos cabelos compridos com cachos nas pontas de volta, Quero meu corpo mediano ponderando entre a magreza e o normal. Quero extravagância e simplicidade. Perder o fôlego e sentir dormência nas pernas de relaxamento. Eu quero ser a Juliana em tudo o que faço e não uma incógnita pra mim mesma.
Eu posso estar errada, posso quebrar a cara, mas eu ainda espero pelo amor. Só ele pode me salvar de mim mesma.

5 comentários:

disse...

Uau.... uma coisa eu te garanto, o texto não é morno.
A vida? talvez... mas certamente não és exclusividade, és apenas uma pessoa que nao foi agraciada com o dom da ignorânia, presente dado para àqueles que vivem vidas intensas, mas não se questionam nunca.
Sorte deles. Azar o nosso.

Quem disse que inteligência é um previlégio?
Mas eu não troco por nada... se bem que por aqueles cabelos longos com cachos nas pontas... não! Não troco por nada.

Viva medianamente na busca pela intensidade. Viva insatisfeita na busca do amor, na busca do valor que vai além das coisas materias, porque, meu bem, esta é a vida!

X.O.X.O
;)

Lívia S. Franzoni disse...

Oiiieee passei pelo seu Blog e me encantei com o texto, mto prufundo e mtooo verdadeiro. Acho que apesar de tudo, de conquistar nossos sonhos e ideais, ainda sim sonhamos com um amor... Todas nós mulheres somos assim... =)

Dá uma passadinha p conhecer, meu blog tb...
http://lifranzoni.blogspot.com/
Espero que goste..
Bju

disse...

E minha promo, q não ta divulgada ainda?

hihi!

beijooooo

. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata disse...

É... como sua prima disse, o texto com certeza não é morno.

Concordo, a felicidade não é eterna. E não estar feliz não quer dizer que se está infeliz.
Mas, pode ter certeza que o privilégio de encontrar a felicidade para uma pessoa como vc não é pequeno. Pois, vc sab exatamente curtir a felicidade na sua melhor forma.

Todas nós precisamos desse tempinho "morno". Daqui a pouco chega a intensidade e vc vai ver o quanto aprendeu mais sobre a vida e sobre vc própria nesse tempo.

Cara, a gente se parece muito! hahaha

Beijo, Ju! =]